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O que esperar de um tratamento ayurvédico?

By junho 18, 2019 No Comments

De modo geral, nosso conceito de saúde e cuidados pessoais se resume a um plano de saúde ou aquilo que o médico nos recomenda seguir, e geralmente isso implica em tomar um remédio e em algumas vezes evitar algum hábito que seja gerador do distúrbio a ser tratado.

No ponto de vista do Ayurveda, o conceito de saúde é muito mais amplo e totalmente diferente daquilo que vemos em nossa sociedade, pelo menos em sua grande maioria.

O Ayurveda advoga que saúde é um estado de equilíbrio entra corpo, mente e alma, e se todos esses fatores estão em perfeita harmonia e experimentando felicidade, então temos uma pessoa saudável.

Os pilares que sustentam a vida, segundo os textos clássicos, são três: sono, dieta e uso adequado dos sentidos e órgãos da ação.

Sono apropriado (e restaurador) é aquele que ocorre entre as 22h e 6h, mesmo que você insista em dizer que é um ser noturno, a natureza toda se manifesta dessa forma. Aliás, quando o sol se põe todos os animais adormecem.
Não ficou convencido? Sugiro que pesquise sobre a influência dos hormônios na qualidade de vida e os horários apropriados para uma produção eficaz dos mesmos. Sugiro ainda que faça uma experiência real e procure se isolar por uma semana em algum local como um sítio ou uma pousada no meio do mato e sem internet. Acho difícil você ficar acordado até tarde da noite…

Da mesma forma, a dieta descrita nos textos clássicos é bem clara quanto aos alimentos que sustentam a vida e aqueles que não apoiam.

Dentre os que apoiam a vida (uma dieta lacto-vegetariana é sugerida) podemos citar (assim como descrito no Ashtanga Hridayam e Charak Samhita): arroz, trigo, feijão moiashi, leite, mel, ghee, verduras e legumes, frutas e alimentos preparados na hora. É claro que devemos contextualizar essa lista e integrar a ela alguns outros alimentos existentes em nosso local de residência, obviamente correlacionando os atributos fundamentais dessa escolha que são: alimentos leves, nutritivos e de fácil digestão.

São mencionados também aqueles que são pesados, difíceis de digerir e, portanto, não promovem nutrição adequada dos tecidos do corpo, sendo considerados não apoiadores da vida. São eles: carnes, queijos, ingestão de alimentos crus de forma constante, frutas pesadas de difícil digestão, álcool, processados, comida dormida, congelada, industrializada.

Sua energia vital depende de uma boa fonte de vida, do ar que respiramos, da água que bebemos, da comida que ingerimos e mais sutilmente, das emoções e pensamentos que nutrimos.

O último ponto é sobre a utilização apropriada dos sentidos e órgãos da ação, ou seja, como você se relaciona com você e com o mundo. Esse capítulo é sobre autoconhecimento e aí as práticas meditativas e espirituais são fundamentais. Praticar meditação e yoga diariamente é fundamental para se conectar com a sua essência e seu verdadeiro propósito de vida. Nesse aspecto entendemos que não somos somente o corpo, mas uma alma que vive em um corpo e precisa de um sentido, caso contrário nos tornamos infelizes produzindo uma condição propícia ao adoecimento.

Dentro desse espectro holístico, corpo, mente e alma, as doenças se manifestam de diferentes formas. E cada indivíduo é único e com um histórico de vida bem diferente e com características únicas marcadas no seu código genético.

Segundo a filosofia milenar do Ayurveda as doenças podem ser classificadas em três tipos: doshotha (por influência dos desequilíbrios do doshas e suas funções fisiológicas), karmaja (por influência das ações de vidas passadas – ou seja resgates kármicos que estão impressos no mapa astrológico da pessoa), ou ainda doshotha-karmaja, ambas supracitadas em combinação. E se eu não acreditar em Karma? OK. Mas karma é uma lei universal, ação e reação. Tudo que fazemos gera uma reação, isso é um fato!

Mas e se eu não acreditar em Astrologia? Ok, não há necessidade. Mas estamos constantemente sendo influenciados pelos planetas, pelo movimento do sol da lua, etc…

Doenças geradas por desequilíbrios psicofisiológicos (doshotha) são tratadas de acordo com as terapias de nutrição, uso de ervas, estilo de vida apropriado, procedimentos externos e panchakarma (terapias de purificação), yoga e meditação. Doenças geradas pela influência do Karma, são amenizadas com terapias sutis como mantras, yagyas, prática da caridade e terminam geralmente no final do período de influência de determinados planetas. Doenças que contém ambas as características, são tratadas com ambas as abordagens supracitadas.

Pelo que podemos perceber a base para um estado de equilíbrio requer uma mudança em diversos padrões, os quais, muitas vezes são difíceis de serem alterados e muitos ainda não estão preparados para tal mudança, devido a um comodismo que assola suas vidas e de uma cultura que sustenta tal comportamento.

Em termos fisiológicos muitos acham que o Ayurveda é algo que um questionário respondido no Google pode resolver. Então, alguns pacientes já vem com o um diagnóstico pronto daquilo que acham que “são” e pedem tratamento para “isso ou aquilo”.

Os famosos Doshas (vata,pita e kapha) representam funções fisiológicas como circulação de micro e macro nutrientes, energia e matéria, metabolismo das substâncias físicas ou sutis, e formação dos tecidos do corpo, que estão contidos nos conceitos de srotas, agnis e dhatus e provavelmente você não vai ver isso num teste do Google.

Um bom profissional irá procurar averiguar todos esses fatores fisiológicos bem como psíquicos e procurar a causa do problema. Onde e como ele surgiu? Isso é fundamental para compreender todo processo de adoecimento do corpo.

Nos textos clássicos é dito que os distúrbios e suas manifestações em diferentes órgãos e tecidos do corpo estão diretamente ligados com “A CAUSA” da doença. Portanto, tratar da doença implica na compreensão de sua causa, suas manifestações em diferentes locais, eliminação dos fatores causais e aplicação de princípios promotores de cura.

Nesse sentido o paciente é fundamental para o sucesso do tratamento, e deve ser sujeito ativo no seu processo de cura. Ninguém mais é tão responsável pela nossa saúde ou doença quanto nós mesmos e tudo que fazemos ou deixamos de fazer por merecer.

Você é o criador da sua condição! E, portanto, somente você pode sair dela. O terapeuta pode te dar o caminho, mas se você não trilha-lo não há como haver cura!

O quanto você realmente está disposto a mudar ou se responsabilizar pela sua saúde?

Por: Mario JP Neto (Terapeuta Ayurveda e Instrutor de Meditação Transcendental)


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